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Euro 4, Euro 5 e Euro 6: diferenças tecnológicas nos caminhões pesados

As normas Euro 4, Euro 5 e Euro 6 representam diferentes etapas da evolução dos motores diesel, com limites cada vez mais rigorosos para a emissão de poluentes. No Brasil, essas fases correspondem, respectivamente, ao PROCONVE P6, P7 e P8, trazendo mudanças nos sistemas de injeção, pós-tratamento de gases e gerenciamento eletrônico dos caminhões.
Neste artigo, entenda as principais diferenças entre essas tecnologias e os cuidados necessários para integrar equipamentos eletrônicos de segurança aos veículos modernos.

Comparativo entre Euro 4, Euro 5 e Euro 6

Cada evolução da legislação exige maior controle das emissões e incentiva o uso de tecnologias mais avançadas. A tabela abaixo apresenta as principais características de cada geração.

CaracterísticaEuro 4 (P6)Euro 5 (P7)Euro 6 (P8)
Gerenciamento eletrônico do motorXXX
Sistemas avançados de injeção de combustívelXXX
Recirculação dos gases de escape (EGR)X*X*X*
Redução catalítica seletiva (SCR)X*X*X
Utilização de ARLA 32 nos sistemas SCRX*X*X
Filtro de partículas diesel (DPF)——*X
Monitoramento ampliado das emissões e diagnóstico de falhas—XX
Limites de emissão mais rigorososXXX

* A presença de EGR, SCR e outros componentes depende da arquitetura adotada pelo fabricante e da motorização. A tabela apresenta características típicas, não uma lista universal de equipamentos obrigatórios em todos os veículos de cada fase.

Euro 4 (PROCONVE P6)

Essa geração introduziu limites de emissão mais restritivos e maior evolução no gerenciamento eletrônico dos motores. Para atender aos requisitos, os fabricantes passaram a utilizar diferentes estratégias, como melhorias na combustão e sistemas de recirculação ou tratamento dos gases de escape.

Euro 5 (PROCONVE P7)

A fase Euro 5 ampliou o uso de sistemas eletrônicos de controle de emissões. No Brasil, muitos caminhões passaram a utilizar o SCR, que emprega o ARLA 32 para reduzir os óxidos de nitrogênio (NOx). Outros projetos adotaram a tecnologia EGR.

Euro 6 (PROCONVE P8)

A fase Euro 6 elevou o nível de exigência ambiental e ampliou a complexidade dos sistemas de pós-tratamento e diagnóstico. Uma configuração comum combina catalisador de oxidação (DOC), filtro de partículas diesel (DPF), redução catalítica seletiva (SCR) e catalisador de controle de amônia (ASC).

Esses sistemas trabalham em conjunto para reduzir gases poluentes e partículas. O resultado é uma arquitetura eletrônica mais sofisticada, com sensores e módulos dedicados ao monitoramento do motor e das emissões.

Integração de inclinômetros em caminhões modernos: o desafio da compatibilidade eletrônica

A evolução dos caminhões pesados trouxe sistemas elétricos e eletrônicos cada vez mais complexos. Em veículos utilizados na mineração, construção civil e transporte de materiais, a instalação de equipamentos adicionais de segurança exige atenção especial à compatibilidade com a eletrônica original.

Os inclinômetros da VBC Sistemas são desenvolvidos para realizar o monitoramento da inclinação do veículo de forma independente dos sistemas nativos do caminhão, reduzindo a necessidade de intervenções na arquitetura eletrônica original.

Independência dos sistemas originais do veículo

A integração do inclinômetro deve preservar o funcionamento dos sistemas originais do caminhão, incluindo o gerenciamento do motor, o controle de emissões e as demais unidades eletrônicas embarcadas.

Para isso, a solução da VBC utiliza sensores e recursos próprios de monitoramento, com uma arquitetura concebida para evitar dependências desnecessárias dos módulos eletrônicos originais do veículo.

Essa abordagem busca minimizar interferências elétricas e evitar alterações nas redes de comunicação e nos sistemas de controle de fábrica, contribuindo para uma instalação mais simples e segura.

Compatibilidade com diferentes gerações de caminhões

A independência em relação aos sistemas nativos facilita a aplicação dos inclinômetros em frotas compostas por veículos de diferentes fabricantes, modelos e gerações tecnológicas.

Isso é especialmente relevante para operadores que utilizam caminhões Euro 4, Euro 5 e Euro 6 simultaneamente. A instalação de um sistema adicional de segurança não deve comprometer o funcionamento da eletrônica original nem depender de alterações nos controles de emissões.

O projeto elétrico e os procedimentos de instalação devem considerar as características de cada aplicação, incluindo alimentação, proteção dos circuitos e condições de operação. Dessa forma, a integração pode ser realizada com foco na segurança elétrica e na preservação dos sistemas originais do veículo.

Segurança operacional sem comprometer a eletrônica embarcada

Nos caminhões basculantes, o inclinômetro monitora os ângulos de inclinação durante a operação de descarga e pode atuar no sistema de segurança para impedir a elevação da caçamba em condições críticas, conforme a configuração do equipamento.

A proposta é acrescentar uma camada específica de proteção operacional sem interferir desnecessariamente na eletrônica responsável pelo funcionamento do caminhão.

Com isso, a VBC Sistemas oferece soluções de inclinometria voltadas às exigências das operações de transporte, mineração e infraestrutura, considerando tanto a segurança durante o basculamento quanto a compatibilidade elétrica com os veículos utilizados.

A evolução das normas de emissões tornou os caminhões pesados mais eficientes e menos poluentes, mas também ampliou a complexidade de seus sistemas eletrônicos. Nesse cenário, os inclinômetros da VBC Sistemas são concebidos para oferecer uma camada adicional de segurança operacional com integração elétrica independente, buscando preservar os sistemas originais e atender às necessidades de diferentes configurações de caminhões basculantes.

Conheça as soluções de inclinometria da VBC Sistemas para caminhões basculantes e operações de mineração. Entre em contato com nossa equipe técnica para avaliar a aplicação adequada à sua frota.

VBC Sistemas se Destaca na IAA Transportation 2024 e Abre Novos Caminhos no Mercado Internacional

Durante a IAA Transportation 2024, realizada em Hannover, na Alemanha, a VBC Sistemas Inteligentes teve uma participação de destaque como uma das 18 empresas brasileiras no estande MoveBrazil, iniciativa organizada pela ANFIR e ApexBrasil. O evento proporcionou uma oportunidade valiosa para a VBC apresentar sua tecnologia inovadora ao mercado global, resultando em importantes negociações e contatos comerciais.

No estande MoveBrazil, foram realizadas 400 reuniões comerciais, e as empresas brasileiras, incluindo a VBC, têm a expectativa de gerar cerca de US$ 10 milhões em negócios de exportação nos próximos 12 meses. Segundo José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR, a presença das empresas brasileiras em eventos desse porte consolida o Brasil como um forte competidor no mercado internacional de implementos rodoviários, com os operadores logísticos internacionais demonstrando grande interesse na tecnologia desenvolvida aqui.

A VBC aproveitou a visibilidade proporcionada pela feira para reforçar seu compromisso em oferecer soluções tecnológicas que aprimoram a segurança e eficiência no setor de transporte. Produtos como o inclinômetro EVO e o Sinalizador de Báscula Alta foram apresentados, surpreendendo os visitantes estrangeiros pela sua qualidade e inovação. A VBC também registrou avanços nas negociações com mercados estratégicos, como Turquia, Bélgica, Japão, África, Estados Unidos e América Latina, consolidando seu nome no cenário internacional.

A participação da VBC na IAA Transportation 2024, viabilizada pelo programa MoveBrazil, resultado da parceria entre ANFIR e ApexBrasil, reforçou seu compromisso com inovação e qualidade. Conectando a tecnologia brasileira a mercados globais, a empresa abriu novas oportunidades de negócios e segue otimista com as negociações promissoras e o fortalecimento de sua posição internacional.

 

Leia mais no site da ApexBrasil: https://apexbrasil.com.br/br/pt/conteudo/noticias/Missao-comercial-a-IAA-Transportation-deve-realizar-USS-10-milhoes-negocios.html

BITRENZÃO (BITREM), RODOTREM: o que são, afinal?

Todos são tecnicamente parecidos, mas é o tipo de operação que vai determinar qual é a melhor opção.

O Bitrenzão e o Rodotrem ganharam força no transporte rodoviário de carga nos últimos anos pela capacidade. Eles são compostos pela união de um cavalo-mecânico com dois semirreboques, resultando em uma composição de nove eixos com peso bruto total combinado (PBTC) de 74 t. Esse peso é a soma do caminhão, dos dois semirreboques e da carga.

Essas composições só podem ser tracionadas por cavalos-mecânicos 6×4, popularmente chamados caminhões traçados.

Por tamanha capacidade, esses veículos são comumente usados em operações de longas distâncias rodoviárias. Os implementos mais comuns nessas composições são graneleiro, basculante, sider, tanque e furgão. Aparentemente, Bitrenzão e Rodotrem parecem similares. Mas, são equipamentos bem diferentes, cuja escolha vai depender muito do perfil de aplicação.

Uma das principais diferenças entre o Bitrenzão é o Rodotrem é o peso. O Rodotrem é uma composição mais pesada em relação ao Bitrenzão por causa do “dolly”.

O “dolly” tem a função de fazer a ligação entre os dois semirreboques do Rodotrem. Ele acopla o semirreboque dianteiro por um engate e um cambão. Este faz a ligação com o semirreboque traseiro por meio de uma quinta-roda. O Rodotrem tem dois pontos de articulação, portanto, mais componentes. E, por isso, a estrutura do chassi é mais pesada.

Já o Bitrenzão só tem um ponto de articulação. Os dois semirreboques são engatados entre si por uma quinta-roda. Com relação a carga líquida, o Bitrenzão parece ser uma opção mais vantajosa.

O Bitrenzão pode até ser mais leve em relação ao Rodotrem. Mas, cada tipo de produto, graneleiro, tanque etc, tem a sua particularidade e o peso pode não fazer tanta diferença. É a operação que vai determinar qual semirreboque usar.

O Rodotrem com medida de caixa mais próxima do Bitrenzão, sem o cavalo-mecânico e sem adicionar os quase dois metros de espaço entre o “dolly”, mede 21 metros. Nessa composição, as duas caixas juntas pesam 14.680 kg. O Bitrenzão tem 20,9 m de comprimento somando-se só os dois semirreboques. Nessa configuração ele pesa 14.090 kg.

Considerando apenas a área útil de carga, o Rodotrem é 590 kg mais pesado que o Bitrenzão. Portanto, carrega menos carga líquida.

Em termos de distribuição de mercado por segmento, tem-se:

– Tanque: 99% dos operadores desse segmento utilizam o Bitrenzão porque ele é mais leve e transporta mais carga líquida.

– Graneleiro: 60% preferem o Rodotrem pelo menor desgaste dos pneus, já que rodam longas distâncias rodoviárias.

– Basculante: por questão de flexibilidade da descarga, 99% do mercado prefere o Rodotrem, porque a carga escoa pela parte traseira e a operação pode ser feita simultaneamente nas duas caixas. No Bitrem basculante, por uma questão construtiva, o semirreboque dianteiro só tomba para o lado, enquanto o traseiro tomba para trás. Dependendo do espaço do local de descarga, o descarregamento desse conjunto não pode ser feito ao mesmo tempo.

Outras curiosidades:

– O Bitrenzão é mais leve e chega a ser 8% a 10% mais barato que o Rodotrem. Mas, o volume de vendas no mercado interno é maior no Rodotrem, que custa em média R$ 236 mil.

– Os dois semirreboques do Rodotrem têm o mesmo comprimento. No Bitrenzão, por uma questão de distribuição de carga, o semirreboque dianteiro é menor que o traseiro.

– Tanto o Rodotrem como o Bitrenzão devem ter no mínimo 25 m e no máximo 30 m. Todavia, há locais, como algumas rodovias de São Paulo, que não permitem essas composições trafegarem à noite, se tiverem mais de 26 m de comprimento.

Existem ainda outras formas de se conjugar esses elementos como, por exemplo, o Tritrem. 

Neste caso, trata-se de uma Combinação de Veículo de Carga – CVC – formada por três semirreboques interligados através de quinta roda, ou seja com engates do tipo B, como acontece na combinação Bitrem. Esta CVC possibilita um PBTC de 74 toneladas, a mesma do Rodotrem, mas, devido às características específicas, são desenvolvidas especialmente para o transporte florestal e canavieiro.

Outras definições de modo mais generalizado e em resumo:

Romeu e Julieta: é um caminhão que traciona reboque;

Bitrem: é um cavalo tracionando dois semirreboques, engatados entre si por meio de uma segunda quinta-roda;

Tritrem: é um cavalo tracionando três semirreboques engatados por meio de duas quintas-rodas;

Rodotrem: é um cavalo tracionando dois semirreboques acoplados por meio de um “dolly” intermediário;

Treminhão: é um caminhão tracionando dois ou mais reboques, engatados por meio de ralas.

Pelo que se tem observado, o mercado para inclinômetros em Rodotrens, Bitrens, Tritrens, etc., no nosso país, tem se mostrado extremamente comprador, com poucas opções concorrentes.

Com certeza, a VBC, agora com o lançamento da linha Wireless, está apta e pronta para investir nesse mercado, a começar pela realização de testes experimentais que confirmem a positiva expectativa que se tem. Para se ter uma ideia, num intervalo de pouco mais de 2 meses, tivemos 2 consultas de duas Empresas transportadoras que atuam com esse tipo de transporte: uma em Belém e outra no noroeste do Paraná, demandando respectivamente 250 e 100 conjuntos operacionais.

 

Fontes referenciais:
– Disponível em: https://www.carrodegaragem.com/entenda-diferenca-entre-reboque-semi-reboque/
Acesso em ago.2020.
– Disponível em: https://blog.superbid.net/qual-a-diferenca-entre-reboque-e-semirreboque/
Acesso em ago.2020.

ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE REBOQUE E SEMIRREBOQUE

Muitas pessoas que não são do meio de veículos pesados não sabem diferenciar um reboque de um semirreboque. Para elas são praticamente a mesma coisa.

E a diferença entre os dois é realmente muito sutil. Para entendermos a diferença entre eles é necessário, primeiramente, saber um pouco mais sobre cada um separadamente.

O Reboque é um veículo de carga independente, sem meio próprio de tração e que possui 2 ou mais eixos. Sua movimentação é articulada por meio de um veículo automotor, caminhão simples ou caminhão trator. Também pode ser engatado atrás de um semirreboque, muito utilizado nas usinas de cana de açúcar.

Já o Semirreboque, também é um veículo de carga independente e sem meio próprio de tração. Porém, sua tração deve ser realizada por caminhão trator e, normalmente, possui de 1 a 3 eixos.

Ele é acoplado ao caminhão por meio de um engate universal. Este faz a ligação entre o prato de acoplamento do caminhão e o pinhão de acoplamento do semirreboque.

Assim, a diferença entre o reboque e semirreboque é devida à apenas uma característica: o reboque transita atrelado (engatado) à um veículo enquanto o semirreboque apoia parte de sua unidade e de seu peso ao veículo trator.

E falando em semi-reboques, são vários os tipos:

  • Aberta: cargas em geral que não exigem proteção.
  • Fechada: cargas em geral que precisam de proteção contra ações do ambiente.
  • Frigorífica: cargas que precisam de temperatura controlada.
  • Basculante: cargas a granel que precisam ser despejadas.
  • Tanque: cargas líquidas a granel.
  • Cegonheira: transporte de veículos.
  • Porta-containers: como o nome já diz, transporte de containers em geral.
  • Zorra:  transporte de veículos pesados, tanques, maquinaria e outros.

Já que estamos falando sobre veículos de carga, saiba que há várias formas de combinação de veículos de carga (CVC), entre elas: romeu e julieta (caminhão mais dois reboques, um engatado no outro), bitrem (um cavalo mecânico tracionando 2 semi-reboques), rodotrem (dois semi-reboques ligados por dolly), tritem (3 semi-reboques ligados entre si) e treminhão (romeu e julieta mais reboque).

Se você é interessado por assuntos da área de veículos pesados, veja também os tipos de caminhões e os tipos de carretas que são encontrados no país.

Fontes referenciais:
– Disponível em: https://www.carrodegaragem.com/entenda-diferenca-entre-reboque-semi-reboque/
Acesso em ago.2020.
– Disponível em: https://blog.superbid.net/qual-a-diferenca-entre-reboque-e-semirreboque/
Acesso em ago.2020.